educação

Quem sou eu

Minha foto
Assistente Técnico Pedagógico na EEB Cel. Cid Gonzaga, em Porto União - SC e Professora Pedagoga na EE do Campo São Domingos, em União da Vitória - PR. Graduada em Pedagogia, com Especialização em Psicopedagogia e Pré – Escola e Séries Iniciais. Procuro permanentemente estimular meus alunos a buscar o novo, despertando neles a curiosidade, o interesse e a participação, promovendo uma relação interativa, ouvindo-os e levando-os a refletir sobre suas habilidades e competências. É assim que ensino aprendendo, me transformando num estimulador da curiosidade do aluno, transformando informação em conhecimento e conhecimento em saber, em vida, em sabedoria. Despertando a sabedoria e o potencial do gigante, da criança e do filósofo que estão bloqueados dentro de cada aluno, nós educadores da era digital estaremos realmente fazendo EDUCAÇÃO DE QUALIDADE.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

“Revisando conceitos”

Caros colegas do magistério do Estado de Santa Catarina:
Sempre olhei com criticidade as políticas do governo do estado em relação à nossa classe, inclusive debatendo estas e outras ações dos 08 últimos anos de governo, em sala de aula.
Esta não é a primeira greve da qual participo e desde o primeiro ressoar da palavra “greve” neste ano, abracei a causa, pois considero que temos de ir em busca daquilo que consideramos justo, e respeitar o que é justo, é também uma atitude ética.
Assim, para defender nosso movimento, escrevi textos que foram encaminhados para nossos alunos e nossa comunidade, enviei cartas que foram publicadas no jornal local, repassei e-mail aos amigos, participei de atos (inclusive de Florianópolis), entre outras atitudes, procurando, assim como muitos de vocês, contribuir para fortalecer a greve.
Mas agora, sinto que nossos conceitos precisam ser revistos. Não digo mudar de opinião por conta da decisão de um grupo, mas por conta da orientação do que consideramos justo e ético, pois considero que estes conceitos, não devam valer apenas quando utilizados para nós mesmos, mas sim, levados em conta ao analisar o que é o mais adequado para a coletividade, e neste caso a coletividade inclui além de outros colegas de profissão, alunos, pais, comunidade, e até mesmo o governo, para o qual não votei, mas que por muitos de nós foi eleito (o que inclui os Senhores Luis Henrique da Silveira e Paulo Bauer que mesmo tendo concedido reajustes muito mais irrisórios à classe, e até entrado na justiça para não cumprir a determinação da lei, foram eleitos senadores. Será que todos lembraram do papel desempenhado por estes senhores junto à nossa classe na hora do voto?).
Parece que toda a angústia contida por anos de frustração vem agora à tona como que em uma torrente. Mas será que ao optar pela continuidade da greve não estamos deixando as emoções nos cegarem? Ao não darmos uma chance ao governo para cumprir sua fala, não estamos, sendo tão intransigentes quanto o acusáva-mos de serem? E, uma vez tendo conseguido uma pequena conquista (que claro, não é ainda o que é o nosso direito, mas vamos continuar a buscá-lo) não estamos pensando um pouco demais em nós mesmos e nos esquecendo de nossos alunos? De um ano letivo que corre o risco de realmente ficar comprometido?
Nós somos mestres, e mestres são sinônimos de sabedoria. Penso eu, que sabedoria é também analisar todo um cenário, não olhar para as coisas apenas sob a nossa ótica, mas desenvolver um olhar holístico, que considera o todo.
O momento não é de resignação, como alguns podem pensar, mas sim de resiliência. Se o governo do estado não cumprir com seu compromisso, teremos todo o respaldo para retornarmos à nossa luta no ano que vem, e todo aquele que carrega dentro de sí o senso de justiça não vai negar esta luta, os que negarem, bom, provavelmente são apenas educadores de conceitos, provavelmente sejam tão desprovidos de idealismo que talvez nem deveriam terem tornado-se educadores.
Mas todos podemos mudar quando revemos nossos conceitos, e agora, nós também podemos ser um pouco mais maleáveis, resiliência é a palavra chave para o momento, afinal, mudar de opinião nem sempre é ceder, é ás vezes, compreender, afinal, como já diz o velho ditado, “só o que está morto não muda”.
Professora Evelyn Koetter.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário