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Assistente Técnico Pedagógico na EEB Cel. Cid Gonzaga, em Porto União - SC e Professora Pedagoga na EE do Campo São Domingos, em União da Vitória - PR. Graduada em Pedagogia, com Especialização em Psicopedagogia e Pré – Escola e Séries Iniciais. Procuro permanentemente estimular meus alunos a buscar o novo, despertando neles a curiosidade, o interesse e a participação, promovendo uma relação interativa, ouvindo-os e levando-os a refletir sobre suas habilidades e competências. É assim que ensino aprendendo, me transformando num estimulador da curiosidade do aluno, transformando informação em conhecimento e conhecimento em saber, em vida, em sabedoria. Despertando a sabedoria e o potencial do gigante, da criança e do filósofo que estão bloqueados dentro de cada aluno, nós educadores da era digital estaremos realmente fazendo EDUCAÇÃO DE QUALIDADE.

domingo, 14 de agosto de 2011

FIM DA GREVE

Coluna públicada no dia 19 de julho de 2011, terça-feira, no Jornal Diário Catarinense:
A assembleia geral do Sinte/SC deu fim à paralisação de 62 dias dos professores da rede estadual, mantendo a categoria em estado de greve o que significa, em teoria, estar de prontidão para retomar o movimento a qualquer momento. Na prática, a greve chegou ao fim sem que os professores tenham saído dela convencidos de suas vitórias. O governo estadual garante que existem, o que tem levado a uma pouco produtiva dissecação da nova tabela de remuneração por políticos e professores.

Os avanços, se existem, terão que ser comprovados na prática, em um trabalho que requer também esforços de convencimento. Essa talvez tenha sido a maior das dificuldades do governo Raimundo Colombo (DEM-PSD) em todo o período da greve: convencer. Pelo menos duas versões foram tomadas como verdades factuais sem que o governo fizesse um esforço concentrado de desconstrução de discurso.

A primeira, sobre o destino dos recursos do Fundeb. A constatação de que o dinheiro do fundo ajudava a inflar os repasses de recursos para Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Udesc, jogada na discussão de forma atabalhoada, criou em toda a sociedade a ideia de que dinheiro carimbado para a educação estaria sendo desviado. O próprio governo pouco fez para desmentir a versão, talvez de olho nos R$ 300 milhões a mais que teria em caixa com a retirada do Fundeb da operação matemática que calcula a destinação de recursos. No fim das contas, foi obrigado a negociar a ampliação dos percentuais dos poderes e ficar com um saldo de R$ 90 milhões. Esse é o custo de uma versão que sempre será relembrada quando se falar em educação no governo Colombo. R$ 90 milhões pela ideia de que o dinheiro da educação era desviado. Terá valido a pena?

A segunda versão não desconstruída é a de que a lei que instituiu o piso nacional obriga os estados a aplicar o mesmo reajuste em todos os níveis da carreira. Pode até ser justo, mas não é o que está no texto da lei. O piso nacional foi criado para que nenhum professor receba menos, não para que todos os profissionais recebam aumento. Isso se discute Estado por Estado, em seus planos de carreira. Como os professores, com todo o direito, devem continuar a fazer. Mas, ao não rebater a versão logo de cara, o Estado colocou-se em posição de inadimplente e fragilizou-se.

Ao permanecerem em estado de greve, os professores mostram-se dispostos a não deixar o assunto cair no esquecimento. Em janeiro, quando a tabela aprovada no PLC 026 for integralizada, as mesmas discussões e polêmicas vão voltar à tona, inclusive as duas versões. O governo vai ter que aprender a se fazer ouvir para não deixar o magistério falar sozinho novamente.

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